quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jovens investem na transformação social


A maioria dos estudantes de Administração sonha em trabalhar em uma grande empresa e ser um executivo de sucesso. Aline Ferraz, de 22, não. Na visão dela, ter sucesso é trabalhar transformando realidades. A estudante da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caminha na direção do empreendedorismo social, uma escolha difícil de se imaginar , mas que hoje vem se tornando uma forte tendência, principalmente entre os jovens.

Para a universitária, ser empreendedor social é idealizar alternativas inovadoras para a sociedade, levando em consideração as questões econômicas, sociais e ambientais contemporâneas e criar negócios e alternativas que gerem resultados positivos para a sociedade. “Se os negócios continuarem sendo elaborados apenas para gerar lucro, independentemente de seu impacto social, em alguns anos a no mundo será muito mais vergonhosa”, afirma a estudante, que durante dois anos esteve à frente da organização estudantil , da FGV, voltada à mobilização de jovens engajados na transformação da sociedade.

Aline acredita que todos precisam colaborar para esta mudança e pensar de forma abrangente. “É papel de todos criar alternativas para a sociedade como um todo, e não para pequenas parcelas dela”, afirma convicta. Segundo ela, cada vez mais jovens têm investido nessa área, pois crêem em seu próprio e “ainda não estão corrompidos pelas ilusões do mercado de trabalho”.

O nasce da idéia de que todas as pessoas, de qualquer idade, podem mudar o mundo, inclusive a partir de negócios que não têm apenas o lucro como razão de existir. Nos , o lucro é um meio, não um fim. Cada vez que nasce um novo empreendimento, surge também a esperança de se contribuir para uma nova realidade, em que as pessoas se relacionam diferentemente da sociedade de mercado. Para os idealizadores da assessoria de negócios , que comercializa produtos artesanais e conecta as mais diversas comunidades e consumidores, o objetivo dos negócios sociais, conforme o site da organização, é criar "um sistema onde os valores humanos estejam em perfeita harmonia com os valores econômicos".

A idéia de investir nesse tipo de negócio é usar o que se tem de melhor para construir um mundo mais justo. Para que dedicar apenas o próprio tempo livre, de forma voluntária, para a transformação? Quem quer mudar o mundo deve fazer isso o tempo todo, por meio de soluções criativas e inovadoras. Essa é a filosofia daqueles que – assim como Aline - acreditam no empreendedorismo social.

O empreendedor social é uma pessoa visionária, criativa e capaz de avaliar os impactos sociais locais e globais, que sabe como trabalhar em e se utiliza dessa habilidade para se fortalecer. Nessas redes, os centros são dinâmicos e há conexões entre todos os membros, sem a necessidade de um mediador ou distribuidor das informações. Todos os conhecimentos e contatos são compartilhados, de modo que todos têm igual oportunidade de desenvolvimento.

Segundo a , organização mundial sem fins lucrativos que apóia iniciativas nessa área, no Brasil há 265 empreendedores sociais com atuação nas áreas de desenvolvimento econômico, meio ambiente, educação, direitos humanos, saúde e participação cidadã. No mundo, já são 1.800 empreendedores sociais espalhados por 63 países.

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