sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sai, baixo-astral!

Juro: hoje tô dando um doce pra quem me deixar de bom humor (ou uma cerveja, ou 10 reais, à escolha do freguês).

Essa semana tá puxada... aff!

Comecei a quarta-feira cortando o dedo num cortador de pizza. Teve dança circular no trabalho no meio da tarde - com direito a amigos, sorrisos, calor e alegria. Terminei à noite esperando horas pelo namorado, mas com a janta pronta e o sorriso no rosto. Foi um orgulho pra mim! Luto bravamente (e a todos os momentos!) contra meu mau humor e vibro de alegria quando venço essas pequenas lutas. E eu, que não sou de cozinhar, fiz um strogonoff de soja bem gostoso e arrasei na minha primeira tentativa de fazer arroz integral.

A quinta-feira começou parecida, cortando a mão na garrafa de vidro linda (LINDA, LINDA!!) que a gente tinha em casa e que eu estourei ao esquecer gelando água no congelador. E eu sou uma pessoa nada compadecida de mim mesma. Não suporto errar, não suporto meus erros... levo dias para me perdoar por cada coisinha que faço fora de minhas expectativas ou da expectativa dos outros.

Procurei outra na internet (meu namorado a ganhou de presente da tia, 5 - CINCO - anos atrás). Achei um vendedor no Mercado Livre. Comprar ou não comprar? Decidi comprar. Escrevi para o cara e a resposta? Já despachei para outra pessoa! Oi?!?

A sorte nisso é que havia falado antes pro namorado que queria comprar e ele disse "não precisa, é até uma chance de mudar". Quando li o e-mail do cara, essa frase do namorado me salvou do surto.

A sexta veio no mesmo ritmo... logo cedo, no trabalho, uma amiga teve uma crise com algo realmente importante... foi hora de respirar, dar força. Mas, claro, que o destempero também passou pra mim. Aí... esqueci que tinha um exame na hora do almoço (e eu lembrei disso to-dos os di-as desde que marquei). Lembrei quando estava servindo meu prato no almoço.

Corri! UFA! Corri muito! Tive dois minutos pra fazer a guia do convênio e a médica foi embora antes mesmo de eu terminar de me ajeitar. Fiquei feliz porque o resultado já saía hoje mesmo e não ia precisar buscar.

Na saída, peguei meu mp3 novinho, que virou meu companheiro de aventuras desde que o comprei (2 semanas atrás, e ainda nem paguei) e guardava com o maior carinho em uma bolsinha que ganhei feita à mão por uma minha amiga super talentosa e pensei: "Eba! Agora posso escutar música tranquila... não tenho mais pressa". Não o liguei.

Passei no Super Centro para dar uma olhada em opções de garrafa de água nova pra minha casa. Gostei muito de duas! Fiquei tão feliz! Realizei que nem tudo está perdido.

E, saindo de lá, percebi que não estava nem escutando música e nem sabia onde estava meu querido radinho. :( Perdi!

Voltei todo o caminho, fui nas 3 lojas em que entrei, no laboratório - sala de espera, recepção, mesa de atendimento, balcão do protocolo, sala de exame, banheiro... e nada. Puta merda!

Ao mesmo tempo, aconteceram várias coisas legais essa semana, além das que já citei. É foda! Eu vivo sempre nos altos e baixos. Meu maior desafio é sempre valorizar o que vale a pena e relevar o que acontece de ruim. Eu juro que tô tentando...

Escrever sobre isso, inclusive, é uma tentativa. Conversando com minha terapeuta (comecei a terapia há pouco mais de um mês), percebi o quanto é importante para mim escrever. O quanto me acalma, me ajuda a organizar os pensamentos... se é difícil falar sobre, vou começar a recorrer mais à escrita.

E que venha a fatura do cartão de crédito onde vou pagar o mp3 que nunca mais verei. Tá bom.

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