Assim que entrei na rua do Elos, sorri com o cheirinho de café. Sabia que não estava tão perto - nasci humana, mas com um faro de cachorra (ou loba?). Sorri sem querer - até levei alguns segundos pra entender.
Café me traz tantas memórias...
Lembro da minha vó e do meu vô e das quantas garrafas de café melado que nasciam e secavam ao longo do dia. Lembro da minha mãe chegar cansada do trabalho e sentar comigo ainda criança pra tomar lanche e partilhar uma xícara - naquele tempo, papai só tomava com leite; hoje mudou. Quando comecei a estudar, trabalhar e estagiar... lascou de vez! Virou companheiro inseparável. Naquele tempo, qualquer café bastava - mas, sem açúcar, por favor.
Os cafés mais felizes (e agoniantes também, por que não?) vinham em meio às conversas que falavam sobre nossos sonhos de mundo. Quantos cafés na casa da Maíra - sempre acelerada e balançando seu cigarro, com a Maria, na padaria, depois de deixar o João na creche, ou no Camará com Vanessa, Adriana e Dani (que me levaram a conhecer o Guerreiros Sem Armas). Lembro do café que descia gostoso, mas ficou amargo na manhã que o Choque invadiu a ocupação da reitoria...
Quando morei em São Paulo, peguei gosto por fazer café todo dia de manhã, na prensa francesa. Depois de um tempo, até moíamos os grãos. Eu adorava o ritual. Quando voltei pra Santos, foi hora de ressignificar. Ano passado, no meu aniversário, a Clarissa me deu uma daquelas "italianinhas", e a gente criou o nosso ritual: comprar cafés bem gostosos e fazer nos dias especias, quando temos tempo e tranquilidade para colocar a mesa e desfrutar, seja de manhã ou de tarde - tá, eu, às vezes, também faço uma dose pra dar energia pra madrugada.
Hoje, quando entrei no Elos, o cheiro aumentou. Era dali, das mãos da dona Nininha, que tanto nos cuida, que surgiu o café, recém-finalizado. O sorriso aumentou. Nessa semana de tanta nostalgia e reflexão, sou grata pelos cafés de cada dia e por todas e todos que partilham comigo seus cafés, carinho e cuidados. Sou grata pela vida! Èpa Bàbá!
Café me traz tantas memórias...
Lembro da minha vó e do meu vô e das quantas garrafas de café melado que nasciam e secavam ao longo do dia. Lembro da minha mãe chegar cansada do trabalho e sentar comigo ainda criança pra tomar lanche e partilhar uma xícara - naquele tempo, papai só tomava com leite; hoje mudou. Quando comecei a estudar, trabalhar e estagiar... lascou de vez! Virou companheiro inseparável. Naquele tempo, qualquer café bastava - mas, sem açúcar, por favor.
Os cafés mais felizes (e agoniantes também, por que não?) vinham em meio às conversas que falavam sobre nossos sonhos de mundo. Quantos cafés na casa da Maíra - sempre acelerada e balançando seu cigarro, com a Maria, na padaria, depois de deixar o João na creche, ou no Camará com Vanessa, Adriana e Dani (que me levaram a conhecer o Guerreiros Sem Armas). Lembro do café que descia gostoso, mas ficou amargo na manhã que o Choque invadiu a ocupação da reitoria...
Quando morei em São Paulo, peguei gosto por fazer café todo dia de manhã, na prensa francesa. Depois de um tempo, até moíamos os grãos. Eu adorava o ritual. Quando voltei pra Santos, foi hora de ressignificar. Ano passado, no meu aniversário, a Clarissa me deu uma daquelas "italianinhas", e a gente criou o nosso ritual: comprar cafés bem gostosos e fazer nos dias especias, quando temos tempo e tranquilidade para colocar a mesa e desfrutar, seja de manhã ou de tarde - tá, eu, às vezes, também faço uma dose pra dar energia pra madrugada.
Hoje, quando entrei no Elos, o cheiro aumentou. Era dali, das mãos da dona Nininha, que tanto nos cuida, que surgiu o café, recém-finalizado. O sorriso aumentou. Nessa semana de tanta nostalgia e reflexão, sou grata pelos cafés de cada dia e por todas e todos que partilham comigo seus cafés, carinho e cuidados. Sou grata pela vida! Èpa Bàbá!