quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nota sobre a convocação da Conferência Nacional de Comunicação e a formação de sua comissão organizadora


O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social saúda a convocação da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), conquista histórica dos movimentos populares, entidades de trabalhadores(as) e organizações da sociedade civil que há décadas lutam pela democratização das comunicação no país. Temos muito a comemorar, principalmente pela Conferência ser resultado direto de forte pressão social, capitaneada pela Comissão Nacional Pró Conferência (CNPC), que atualmente reúne 33 entidades, além das Comissões de Direitos Humanos e Minorias, Legislação Participativa e Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. Esta articulação contribuiu ativamente para dar visibilidade a este tema na agenda pública e pautá-lo junto ao governo federal e ao Congresso Nacional. Agora, a sociedade brasileira terá, finalmente, a oportunidade de debater de forma ampla e democrática diretrizes para políticas públicas de comunicação, um setor marcado pela predominância de interesses de poucos grupos privados que determinam quem tem direito à voz no Brasil.

Lamentamos, contudo, que a Portaria 185, publicada em 20 de abril de 2009, com o objetivo de constituir a Comissão Organizadora da I Confecom, não tenha considerado inteiramente o processo de diálogo estabelecido com a CNPC desde reunião realizada no dia 2 de fevereiro, que contou com a presença de assessores do Ministério das Comunicações, da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Secretaria de Comunicação Social e da Casa Civil, além de 10 representantes de organizações sociais que compõem a CNPC.

No dia 10 de fevereiro, a CNPC entregou ao governo, representado pelo consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, uma proposta de composição da Comissão Organizadora que contava com 12 representantes do segmento não empresarial da sociedade civil, 10 do poder público (considerados governo, parlamento e judiciário), 5 de entidades empresariais, 2 da mídia pública e 1 da academia.

Na ocasião, foi solicitado que o governo agendasse novo encontro para apresentar sua avaliação sobre a proposta de modo a avançar no debate sobre o formato final do que viria a ser a Comissão Organizadora. Porém, após apresentação da proposta, a CNPC só conseguiu uma reunião com representantes do Executivo dois dias antes da publicação do decreto que convocou oficialmente a Conferência e cinco dias antes da publicação da Portaria 185, quando recebeu a notícia de que a composição da Comissão Organizadora já estava definida.

Para além da proposta final não ter sido dialogada com a CNPC, o governo apresentou uma proporção entre os setores que coloca movimentos sociais, entidades de trabalhadores(as) e organizações da sociedade civil em clara sub-representação. Uma proposta que contém 12 representantes do poder público, 8 representantes dos empresários, 7 representantes do segmento não empresarial da sociedade civil e 1 representante da mídia pública está longe de ser equilibrada, e está em desacordo com a proporção adotada em outras conferências, como a Conferência Nacional de Saúde.

Este amplo setor abrange não apenas uma grande gama de comunicadores (sejam eles populares, comunitários ou promotores de experiências sem fins lucrativos), agora potencializada pelo uso das novas tecnologias, mas todo o conjunto de segmentos sociais que são os receptores dos serviços de comunicação. Entre eles estão os movimentos feministas, pela igualdade étnico-racial, pela liberdade de orientação sexual, de trabalhadores do campo e da cidade, de estudantes, de professores e pesquisadores, pelos direitos da criança e do adolescente, de artistas, de jornalistas, de radialistas e de psicólogos organizados, além do movimento de inclusão digital e de software livre, das entidades de defesa do consumidor e pelo monitoramento da mídia, além de outros tantos setores organizados que já debatem há anos os temas da área da comunicação.

Ainda que não fosse possível contemplar todos os setores da sociedade, nos parece pouco razoável que haja tamanho corte na representação dos movimentos sociais em favor de uma clara super representação dos setores empresariais, como é o caso da dupla representação das TVs comerciais e tripla representação da mídia impressa. Esses grupos possuem grande poder econômico e político, mas representam, proporcionalmente, um percentual ínfimo na sociedade brasileira.

Sabemos também que a Comissão Organizadora não será o espaço de debates das propostas da Conferência, que terá como resultado diretrizes para políticas públicas do setor. Entretanto, a metodologia e o temário – a serem discutidos ali – são questões de fundo que definirão os rumos do processo. Acreditamos que estes são dois aspectos fundamentais para garantir que a I Conferência Nacional de Comunicação seja de fato um espaço plural, amplo, democrático, com forte participação popular e com respeito a diversidade.

Essa difícil correlação de forças coloca para as entidades do segmento não empresarial da sociedade civil presentes na Comissão Organizadora o importante desafio de construir propostas em conjunto com todo o movimento social não representado no espaço. Neste momento, é importante reforçar o chamado para que outras entidades se somem à CNPC e às Comissões Estaduais Pró Conferência, de modo a constituí-las como espaços de unidade, mobilização, formação e construção coletiva das propostas do movimento popular, das entidades de trabalhadores(as) e das organizações da sociedade civil a serem apresentadas à Comissão Organizadora e defendidas nas etapas preparatórias e eletivas da Conferência.

Coerente com essa visão, o Intervozes firma desde já o compromisso público de balizar sua atuação na Comissão Organizadora a partir das pactuações firmadas no bojo da Comissão Nacional Pró Conferência, em diálogo permanente com as Comissões Estaduais. Poder levar as propostas pactuadas num espaço mais amplo e representativo da sociedade nos motiva a participar da Comissão Organizadora, mesmo com a correlação de forças desfavorável. Buscaremos o diálogo com as demais entidades da sociedade civil nomeadas para a Comissão Organizadora buscando uma atuação conjunta, referendada pelo campo democrático popular.

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Oásis SC convida você para o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade


O Oásis Santa Catarina é um movimento desenvolvido e liderado em rede por jovens de diferentes regiões do Brasil, que convida as pessoas para coordenarem seus esforços de maneira espontânea para atuar em conjunto na reconstrução de 10 comunidades das cidades que foram destruídas pelas enchentes em novembro de 2008.


Um de nossos desafios é mostrar que é possível desenvolver uma estratégia para garantir que a grande vontade das pessoas em contribuir com a melhoria do local possa realmente ser potencializada ao máximo de forma organizada e articulada, minimizando o sofrimento daqueles que continuam sem casa, sem terreno e sem esperanças. Por isso, precisamos do maior número de pessoas juntas, para pensar formas criativas e inovadoras de tornar isso possível.


Precisamos também comunicar de forma clara e direta o que desejamos e o que estamos fazendo. Somente assim, seremos uma equipe cada vez maior! Pensando nisso, gostaríamos de convidá-lo para vir conosco para o II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que será realizado entre os dias 6 e 7 de maio (quarta e quinta-feira) em São Paulo.


O evento é gratuito e as vagas estavam esgotadas, mas conseguimos mais 500 inscrições para pessoas que querem mudar o mundo já, exatamente como nós. Quer participar? Inscreva-se no site http://www.comunicacaoesustentabilidade.com/


Não entendeu? Vem com a gente que no caminho a gente explica!!


Para mais informações, escreva para Efraim Neto efraimneto@gmail.com ou Mariana Felippe marianafelippeo@gmail.com .


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Oásis Santa Catarina é lançado nesta quarta-feira às 19h em São Paulo

O Instituto Elos apresenta, na próxima quarta-feira, dia 22 abril de 2009, o III Encontro de Parceiros Oásis Mundi, no Ekoa Café, rua Fradique Coutinho nº 914, Vila Madalena, em São Paulo, às 19h. Este evento assinala a abertura oficial do jogo Oásis Santa Catarina, um movimento em rede iniciado por jovens de diferentes regiões do Brasil, que convida toda a sociedade - pessoas, organizações e governos - para coordenarem talentos e recursos de maneira espontânea, tendo por finalidade garantir um futuro sustentável do ser humano no planeta.

Após o desastre ambiental ocorrido no Vale do Itajaí – Santa Catarina – em novembro de 2008, vive-se um momento crucial e delicado na região, no qual o ritmo de recuperação da infra-estrutura das cidades está bastante lento. Muitas pontes, acessos, estradas, encostas e taludes continuam da mesma forma que estavam no final de novembro. Aproximadamente três mil famílias atingidas diretamente continuam abrigadas em casas de parentes, amigos, vizinhos e em abrigos temporários. Estes abrigos são galpões industriais adaptados para o uso habitacional durante os próximos doze meses, período previsto para que os conjuntos habitacionais, em sua grande maioria, estejam prontos.

Um dos desafios do Oásis Santa Catarina é mostrar que é possível desenvolver uma estratégia de garantir que a grande vontade das pessoas em contribuir com a melhoria do local possa realmente ser potencializada ao máximo de forma organizada e articulada, minimizando o sofrimento daquelas pessoas que continuam sem casa, sem terreno e sem esperanças.

Dividido em quatro etapas de ação: jogo virtual; construção coletiva; seminários de boas práticas; e, plano de desenvolvimento sustentável, o projeto pretende envolver, em julho, 800 jovens de diferentes regiões do Brasil e a comunidade local na reconstrução de 10 comunidades de 10 cidades afetadas pelas enchentes em novembro do ano passado. Já fazem parte do movimento os guerreiros sem armas, Peace Child Brasil, IAB Santa Catarina e a rede – que é aberta a qualquer um que queira oferecer o seu melhor - não pára de crescer.

Etapas:

De abril a julho de 2009 - Jogo Virtual: Oasis Mundi Santa Catarina.

Por meio do Oasis Mundi*, uma tecnologia social desenvolvida e disponibilizada pelo Instituto Elos, pessoas do Brasil inteiro poderão conhecer a realidade e a história das comunidades afetadas pela enchente em Santa Catarina e, de uma forma prazerosa e cooperativa, poderão contribuir para a solução dos desafios que as comunidades enfrentam. O jogo virtual começa com a inscrição das comunidades e das equipes de universitários que trabalharão em parceria.

Julho de 2009 – Construção Coletiva: Oasis Santa Catarina.

Apenas 10 das equipes universitárias inscritas serão eleitas para esta etapa em Santa Catarina, em regime de consenso pelas próprias comunidades. No início de julho, todas as equipes se reunirão numa mesma cidade para receber um treinamento básico de três dias, em seguida, cinco dias de mutirão com as comunidades eleitas. O encerramento reunirá novamente as equipes por mais dois dias de intercâmbio das experiências vividas nas diferentes cidades.

Novembro de 2009 – Seminário Internacional de Boas Práticas: REUNES 2009.

Ocorre no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica – ITA e colocarão juntos representantes de organizações juvenis de vários continentes, governantes, empresários, representantes de organizações sociais e de agências internacionais de fomento, e especialistas em mudanças climáticas e assentamentos sustentáveis para juntos compartilharem as melhores práticas, elaborarem estratégias de ação e desenvolverem protótipos sustentáveis aplicados à realidade de Santa Catarina. Ao final do evento, os grupos jovens voarão para Santa Catarina para dois dias de aplicação e construção coletiva dos melhores protótipos desenvolvidos durante o Seminário em São José dos Campos.

Janeiro de 2010 – Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável – PEDS

Jovens de todo o Brasil retornarão à Santa Catarina para o lançamento do plano estadual de sustentabilidade pelos parceiros do pacto social e para a construção dos protótipos desenvolvidos no plano regional de desenvolvimento, seminário de boas práticas juntamente com a rede de contatos de cada um dos envolvidos.

Ação Jovem

Este cenário é uma oportunidade para que a juventude e as comunidades locais mostrem seu potencial como atores do desenvolvimento impulsionando um movimento articulado de fazer acontecer um mundo melhor para todos e inspirar novas ações em outras regiões.

O que é Oásis?

Oásis é um jogo.
Oásis é um novo olhar.
Oásis é uma outra forma de trabalhar com os outros.
Oásis é uma nova maneira de viver em comunidade.
Oásis é uma tecnologia social que faz as pessoas se juntarem para mudar o mundo brincando.
Através da construção coletiva, os participantes se envolvem na comunidade e todos juntos realizam um sonho que passa por um projeto e transforma desejos coletivos em uma obra concreta.

Oásis no mundo

Igual aos Oásis nos desertos, estas experiências de comunidades engajadas mostram exemplos de esperança, unidade, solidariedade e alegria. Nosso sonho é servir de inspiração para muitos Oásis serem replicados no mundo inteiro.

Como você pode contribuir para que este movimento seja um sucesso?

Você pode inspirar e envolver toda a sua rede de amigos, instituições das quais participa, universidades da sua cidade e especialistas que você conhece para:

· Pensar no melhor que cada um pode oferecer para melhorar a vida das pessoas afetadas pela enchente em Santa Catarina;
· Participar do jogo virtual de abril a julho;
· Mobilizar recursos locais e se organizar para colocar a mão-na-massa em Julho de 2009;
· Se conectar com pessoas do mundo inteiro e convidá-las a pesquisar soluções sustentáveis para Santa Catarina;
· Realizar qualquer coisa inovadora que atenda os princípios do movimento.

Registre-se: se você se interessar por esse movimento e quiser fazer a diferença por um mundo melhor de forma prazerosa e cooperativa entre no site http://www.oasismundi.ning.com/ e comece a jogar. Você vai encontrar todas as informações necessárias para participar e vencer o desafio.


Serviço:
O que? III Encontro de Parceiros Oásis Mundi
Quando? Dia 22 de abril de 2009, às 19 horas
Onde? Ekoa Café, à rua Fradique Coutinho nº 914, Vila Madalena, em São Paulo

Pra saber mais, ligue para (13) 8811-5134 e fale com Mariana Felippe.

Instituto Elos - Brasil
Rua Marechal Hermes, 37
Santos - SP
tel/fax # +55 13 33264472
www.institutoelosbr.org.br
marianafelippe@institutoelosbr.org.br

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jovens investem na transformação social


A maioria dos estudantes de Administração sonha em trabalhar em uma grande empresa e ser um executivo de sucesso. Aline Ferraz, de 22, não. Na visão dela, ter sucesso é trabalhar transformando realidades. A estudante da Fundação Getúlio Vargas (FGV) caminha na direção do empreendedorismo social, uma escolha difícil de se imaginar , mas que hoje vem se tornando uma forte tendência, principalmente entre os jovens.

Para a universitária, ser empreendedor social é idealizar alternativas inovadoras para a sociedade, levando em consideração as questões econômicas, sociais e ambientais contemporâneas e criar negócios e alternativas que gerem resultados positivos para a sociedade. “Se os negócios continuarem sendo elaborados apenas para gerar lucro, independentemente de seu impacto social, em alguns anos a no mundo será muito mais vergonhosa”, afirma a estudante, que durante dois anos esteve à frente da organização estudantil , da FGV, voltada à mobilização de jovens engajados na transformação da sociedade.

Aline acredita que todos precisam colaborar para esta mudança e pensar de forma abrangente. “É papel de todos criar alternativas para a sociedade como um todo, e não para pequenas parcelas dela”, afirma convicta. Segundo ela, cada vez mais jovens têm investido nessa área, pois crêem em seu próprio e “ainda não estão corrompidos pelas ilusões do mercado de trabalho”.

O nasce da idéia de que todas as pessoas, de qualquer idade, podem mudar o mundo, inclusive a partir de negócios que não têm apenas o lucro como razão de existir. Nos , o lucro é um meio, não um fim. Cada vez que nasce um novo empreendimento, surge também a esperança de se contribuir para uma nova realidade, em que as pessoas se relacionam diferentemente da sociedade de mercado. Para os idealizadores da assessoria de negócios , que comercializa produtos artesanais e conecta as mais diversas comunidades e consumidores, o objetivo dos negócios sociais, conforme o site da organização, é criar "um sistema onde os valores humanos estejam em perfeita harmonia com os valores econômicos".

A idéia de investir nesse tipo de negócio é usar o que se tem de melhor para construir um mundo mais justo. Para que dedicar apenas o próprio tempo livre, de forma voluntária, para a transformação? Quem quer mudar o mundo deve fazer isso o tempo todo, por meio de soluções criativas e inovadoras. Essa é a filosofia daqueles que – assim como Aline - acreditam no empreendedorismo social.

O empreendedor social é uma pessoa visionária, criativa e capaz de avaliar os impactos sociais locais e globais, que sabe como trabalhar em e se utiliza dessa habilidade para se fortalecer. Nessas redes, os centros são dinâmicos e há conexões entre todos os membros, sem a necessidade de um mediador ou distribuidor das informações. Todos os conhecimentos e contatos são compartilhados, de modo que todos têm igual oportunidade de desenvolvimento.

Segundo a , organização mundial sem fins lucrativos que apóia iniciativas nessa área, no Brasil há 265 empreendedores sociais com atuação nas áreas de desenvolvimento econômico, meio ambiente, educação, direitos humanos, saúde e participação cidadã. No mundo, já são 1.800 empreendedores sociais espalhados por 63 países.

sábado, 4 de abril de 2009

A quantas anda a Conferência?




Em 2008, o presidente Lula anunciou que chamará a tão esperada Conferência Nacional de Comunicação. Desde então, jornalistas, comunicadores comunitários e militantes pela democratização de comunicação e mídia livre aguardam a convocação oficial.

Alguns estados (como RS, PR, MG e AL), regiões e cidades (como São Paulo) já estão organizados em comissões pró-conferência, que cuidarão das etapas municipais, regionais e estaduais preparatórias para o encontro nacional.


Por causa da demora da convocação, a Comissão Nacional Pró-Conferência reuniu-se em Brasília no dia 13 de março e ficou decidido que, além de estimular a intensificação do movimento nos estados, será solicitada uma audiência com a Casa Civil da Presidência da República para tratar do decreto de convocação do processo, bem como de portaria para constituir Grupo de Trabalho para encaminhá-lo. Na reunião realizada na Câmara dos Deputados, foram dados informes de contatos extra-oficias com o assessor do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, que teria dito que a convocação do processo da Conferência de Comunicação ocorrerá no final de março.


A Comissão é formada por 20 integrantes de entidades nacionais da sociedade civil e já apresentou propostas relativas ao tema central da conferência e de composição do Grupo de Trabalho para representantes do governo; e agora trabalha sobre propostas de critérios para a eleição de delegados nas conferências preparatórias municipais ou regionais e estaduais. Para oficializar a I Conferência Nacional de Comunicação, falta agora a edição de um decreto da Presidência da República e de uma Portaria instituindo o GT. Estas definições serão buscadas pela Comissão Nacional junto à Casa Civil.


Este mês foi divulgado um calendário que prevê etapas municipais e regionais até 20 de junho, etapas estaduais até 15 de setembro e a realização da Conferência Nacional nos dias 1º a 3 de dezembro, no entanto, preocupa a Comissão, tendo em vista que a oficialização dos procedimentos necessários era esperada para o final de fevereiro ou início de março. Mesmo sem a convocação oficial, organizações da sociedade civil já estão organizadas e preparando materiais pró-Conferência, caso da cartilha editada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), “Por que precisamos de uma Conferência Nacional de Comunicação?”.